Liga o Rádio: Entrevista com a Gaúcha


Cabeça dura com fama de jamais abandonar uma discussão... Será que é mesmo?

Essa semana servirá para que não só nós Gurias Arretadas possamos nos conhecer melhor, mas também para que vocês leitores possam ter essa experiência. Já vou avisando que não foi nada fácil criar essas perguntas, tendo em vista que normalmente “ninguém” sai perguntando tais coisas por aí sem por que ou para que, mas fiquem a vontade para refletirem um pouco a cerca de cada uma de nós, aliás, o importante não é em si uma questão polêmica ou uma resposta bombástica, mas a essência de tudo isto que move esse espaço e as gurias em questão.

E com vocês (“minha” nada fácil e complicada – Não resistir a dizer isso - rs) 

Ana Seerig: A Gaúcha Arretada!

1.       Determinada, brincalhona, competitiva ou cheia de manias. Como é Ana fora das telas do PC?
               Difícil dizer. Sempre achei complicada essa idéia de se autodescrever, prefiro que as pessoas que vêem de fora façam isso, e mesmo elas não entrariam num acordo. Mas comparando dia a dia conectada e desconectada, creio que sou menos paciente do que talvez pareça virtualmente, se bem que admito que já fui mais teimosa e estressada. Sou absurdamente cheia de manias, sim; tiro tanto sarro das pessoas pessoalmente quanto no mundo virtual; mas talvez a diferença maior seja que, à primeira vista, virtualmente, as pessoas têm uma boa imagem minha, de certa forma, e não têm nenhuma das histórias das minhas amigas reais, que dizem que à primeira vista eu parecia estúpida e dava até um pouco de medo. Falei, falei e não disse muita coisa, o que posso dizer que é natural.

2.       Quais coisas chamam verdadeiramente sua atenção? E por que cursar jornalismo?
               Olha, certas palavras fazem com que eu me distraia facilmente. Numa aula no laboratório de fotografia da UCS, por exemplo, eu estava tão concentrada e animada como meus outros colegas com essa de trabalhar em um laboratório analógico, até que uns colegas que estavam a um canto por estarem com o trabalho atrasado falaram “John Forgety” (vocalista do Creedence). Bom, foi o suficiente pra que eu ignorasse as outras mil vozes da sala e só escutasse a conversa do tal grupo, pronta pra sair correndo e me juntar ao debate. Ou seja, assuntos sobre música, livros ou mesmo futebol me chamam atenção, dependendo, é claro, da especificidade da coisa e dos demais envolvidos na conversa (especialmente no quesito futebol). Quanto ao jornalismo, não sei dizer, acho que a minha metidez natural e o encanto de um estúdio de rádio me levaram pra esse lado, mas olhando pros meus colegas de curso acho que me meti na coisa errada. Mas pensei o mesmo do Magistério, então talvez eu esteja no lugar certo. Ou talvez meu nível de loucura vá além do estimado. De qualquer modo, é algo que me agrada na perspectiva que eu tenho do curso, obviamente diferente de grande parte das pessoas que cursam jornalismo, mas enfim, isso não seria novidade.

3.       Para você é mais fácil: falar ou escutar quando o que estiver em jogo são seus sentimentos e pontos de vista? E de onde vem a fama de “casca dura” (difícil)?  
               Devo dizer que já fui mais tagarela, daquelas de não calar a boca mesmo, e às vezes ainda falo mais do que as pessoas normais agüentariam, mas tenho tentado me controlar. Apesar disso, dependendo do meu estado de humor e do assunto em questão, se eu falar por dois minutos, quem estiver observando vai dizer que eu estou pronta a matar alguém, por mais calma que eu esteja. Aliás, isso acontece com certa freqüência. É uma boa nessas horas me interromper, se eu mesmo não o fizer, senão vou passar horas debatendo o assunto, mas admito que depois vou ficar me remoendo pelos argumentos que não tive tempo de usar. Fama de casca dura? Eu? Como já disse, já fui pior, mas talvez ela venha da minha falta de tendência a ficar sorrindo a quem desconheço e de ficar mesmo batendo o pé em certos assuntos. Mas virtualmente, creio que ela vem do fato de eu dizer que não gosto que as pessoas que pouco conheço fiquem se pendurando no meu pescoço ou me tratem com muita meiguice, o que me acontece mais do que eu gostaria sem que eu entenda por quê. Pessoas são estranhas e dão medo.

4.       Quando surgiu a idéia do GA, você esperava que o blog atingisse essa mistura de amizade, diversão e seriedade tão rápido?
               Bom, minha outra experiência em um blog coletivo não fez com que eu esperasse por isso. As gurias que participam do GA são gurias de quem eu já era amiga ou em cujos textos dos blogs pessoais eu sentia simpatia e certa afinidade. Devo dizer que tenho me surpreendido com essa amizade fácil que se criou em off, mas que já me disseram ser perceptível no blog, isso realmente me deixa feliz. A diversão é conseqüência da amizade e a seriedade é resultado das seis cabeças pensantes e diferentes somadas. Aos poucos vamos aprendendo uma com a outra a ver outros pontos de um assunto e, conseqüentemente, passamos a ver as coisas de um modo novo, vamos crescendo com isso.

5.       Nenhuma das gurias se conhece pessoalmente, mas, através do que cada uma escreve no blog e o que conversam fora dele, é possível notar semelhanças e diferenças e imaginar como é cada uma no dia a dia?
               Quero acreditar que somos todas melhores do que parecemos na nossa conversa eterna no facebook. Se não formos, pobre mundo! Claro que notamos semelhanças, mas acho que o melhor ainda está nas diferenças, no conhecer as manias e idéias, no perceber a cultura de cada uma e, especialmente, na facilidade em respeitar tudo isso. Mas tenham certeza que quando eu conhecer cada uma em seu habitat natural, se eu não estiver cozida pelo calor, haverá registros disso no mundo virtual. E sim, tenham medo, Gurias, um dia apareço pessoalmente pra atormentá-las.

Eu só lhes digo uma coisa (Já que ganhei autorização especial para isso – E tomara que o “QUALQUER COISA” inclua consigo a permissão deste comentário): Por mais que a Ana pareça teimosa e briguenta, não tem como não gostar dela... Mas nada de muitos mimos, a guria em questão morde! rs..

Espero que tenham gostado! Boa semana para vocês...

P.s: E amanhã “Maria Barbarela” irar falar sobre uma certa pessoa chata que ronda por aqui... Quem será? Não percam!!!!

8 comentários:

Babi Farias disse...

"Mas nada de muitos mimos, a guria em questão morde!" Eu ri. Seerigueijo, eu tenho dó de quem não lhe conhece depois de ler essas respostas. Só de lhe olhar dá para notar que tem personalidade forte.

Jota disse...

Jura que você é impaciente? Ó céus, morri de sunga branca, não esperava por essa. Também não sabia que cursava jornalismo *-----*

A Babizinha ta certa: você é uma guria de personalidade forte, bem forte, quase tão forte quanto a Carolina Ferraz uhasuahsuhashauhsa

Gostei, gostei, gostei ;)

Pandora disse...

Opa, que quem morde nessa família sou eu!!! Delicia de menina que é Anita!!! Sou fã dela \o/ E de vcs claro!!! Cheros Meninas!!!

Anderson Kravczyk disse...

Bah, lendo isso tenho a impressão q conheço a ana banana há trocentos mil anos :p......

Larissa disse...

hahahaha adorei!

Dayane Pereira disse...

Lynne arrazoou nas perguntas!
E as respostas são tão...tão... Ana Seerig!
Ahaha
Adoreeeeeei demais!

Tita disse...

Para acabar com a fama dela... EU mordi a Ana!!!! e não o contrário! huahuahuahua E a Pandora sabe que não precisa ficar com inveja porque foi uma mordida dedicada à ela.
E dei uma beijoca na bochecha também, em meu nome e em nome de todas as amigas que tanto a admiram e gostam.
Como privilegiada em conhecer pessoalmente a "menina velha", digo que a entrevista está ótima e dá uma ideia de quem seja essa guria: num momento está falando seriamente e no momento seguinte está cantando feito uma louca! rsrsrs

Erica Ferro disse...

A Seerig morde? HAHAHAHA
Pensei que ela não gostasse de mordidas! =P

(...)

Morri de rir com o comentário da Tita aí em cima, hahaha.
"...num momento está falando seriamente e no momento seguinte está cantando feito uma louca".
É por essas e outras que eu acho mesmo que a Seerig tem uns probleminhas mentais, hein?
HAHAHA

Brincadeira!

Adorei as perguntas, Allyne!
E, como a Day disse, as respostas, bem... as respostas são bem Ana Seerig.