Uma lista com cinco livros bacanas

Hello, people! Como estão?
Eu estou bem, apesar dos pesares. Minha saúde não anda muito boa, tô há um bocado de tempo sem nadar e isso me deixa um tanto entristecida, mas as coisas vão melhorar. Eu sei que vão! 
Well, hoje eu vim falar de livros! Eu adoro livros, e isso não é novidade pra ninguém. Não li tanto quanto gostaria, porque constantemente sou fisgada pela internet e passo o dia aqui em vez de estar lendo um bom livro. Entretanto, mesmo não tendo lido o tanto de livros que eu deveria ter lido, li bons livros ao longo da minha vida, livros que me fizeram rir, chorar, me emocionar, refletir; enfim, livros que me despertaram as mais variadas sensações. 
Quero apresentar hoje a vocês cinco livros que eu gostei muito de ter lido. Tentei fazer uma lista mista, pra mostrar livros dos mais variados temas e épocas. Vamos ver se conseguirei.

I


Sinopse: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times". Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena. 

Meu comentário: A menina que roubava livros é um livro encantador. Triste em muitos pontos, nos corta o coração em vários capítulos, mas, em meio a tanta tristeza e desgraça vividas por Liesel e por seus amigos, há beleza, há encanto e há amor em muitos momentos. Preciso dizer aqui que foi um livro marcante pra mim (tanto que coloquei o nome do meu blog pessoal de Sacudindo Palavras por causa do que li nesse livro... aliás, pra entender o que significa sacudir palavras, leia o livro). Indico a quem não tem nenhum problema em ler livros densos e com uma carga grande de emoções fortes. 

II

Sinopse: Razão e Sensibilidade - Jane Austen


Jane Austen (1775-1817) — considerada uma das mais importantes representantes da literatura inglesa, ao lado de Shakespeare — passou toda a sua vida no interior de um diminuto círculo social, formado pela aristocracia rural. Tematizando o dia-a-dia das pessoas comuns, com fina ironia e aguda percepção do ser humano inserido na sociedade da época, Austen introduziu o romance inglês na modernidade. Razão e sensibilidade (1811) é a história de duas irmãs — Elinor e Marianne, respectivamente a “racional” e a “sensível” —, as quais, em razão do falecimento do pai, têm de se adaptar a um estilo de vida mais modesto, em meio a uma sociedade inteiramente dirigida pelo status social.



Meu comentário: esse foi o primeiro livro que li da Jane Austen. Preciso confessar algo a vocês: sou extremamente apaixonada por qualquer coisa de época, seja novelas, filmes e/ou livros. Jane Austen é diva, mas isso não é novidade. Ela escreve de uma maneira esplêndida, uma ironia finíssima, uma sabedoria enorme. Seus livros são repletos de pensamentos interessantes e tiradas sagazes. Por mais que seja um livro de época, muitas das características humanas retratadas nos livros são encontradas nos dias de hoje. Muitas das reflexões que os livros de época nos proporcionam são atemporais. Ah, necessito revelar aqui que me identifiquei muito com a Marianne. Ela é muito parecida comigo, "extremamente emoção". E os extremos não são saudáveis. O bom é mesclar emoção e razão, pra que se viva de maneira equilibrada, sem tantos percalços. Pra quem indico esse livro? Pra quem gosta de um romance inteligente, com capítulos que nos fazem suspirar, mas outros tantos que nos fazem refletir.

III

Dom CasmurroSinopse: Dom Casmurro - Machado de Assis

Machado de Assis (1839-1908), escrevendo Dom Casmurro, produziu um dos maiores livros da literatura universal. Mas criando Capitu, a espantosa menina de "olhos oblíquos e dissimulados", de "olhos de ressaca", Machado nos legou um incrível mistério, um mistério até hoje indecifrado. Há quase cem anos os estudiosos e especialistas o esmiuçam, o analisam sob todos os aspectos. Em vão. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou. A alma de Capitu é, na verdade, um labirinto sem saída, um labirinto que Machado também já explorara em personagens como Virgília (Memórias Póstumas de Brás Cubas) e Sofia (Quincas Borba), personagens construídas a partir da ambigüidade psicológica, como Jorge Luis Borges gostaria de ter inventado.


Meu comentário:  não compreendo a razão de muitos torcerem o nariz quando o assunto é clássicos da literatura brasileira. Não entendo como alguém pode dizer que Machado de Assis é tedioso. Ele é um gênio, isso sim. Ainda bem que, como eu, muitas outras pessoas enxergam e apreciam a genialidade dele. Dom Casmurro é narrado por Bentinho, um dos personagens mais marcantes que já conheci em livros. Ele se revela para nós na sua forma mais sincera possível. É perturbado pelo passado, pela culpa, pela dúvida, pelas frustrações. Concordo que é impossível saber com certeza se Capitu traiu ou não Betinho, mas isso não é o mais importante nessa obra. As tiradas de Machado de Assis são esplendorosas. É um dos clássicos brasileiros mais interessantes que eu já li. Indico Machado e suas obras a todos que são livres de preconceitos literários. 

IV


Sinopse: Divã - Martha Medeiros

Divã conta a história de Mercedes - uma mulher com mais de 40, casada, filhos - que resolve fazer análise. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar num ato de libertação; poético, divertido, devastador. 














Meu comentário: me deleitei quando li Divã. É um livro maravilhoso, especialmente pra quem não tem medo de navegar pelos mares da própria alma, de conhecer a si mesmo de uma forma toda única e vasta. Martha escreve de uma maneira tocante e reveladora. Indico muito àqueles que adoram livros cheios de epifanias, de encontros e desencontros, de palavras que traduzem a alma.

V


 O Segredo de Emma CorriganSinopse: O Segredo de Emma Corrigan - Sophie Kinsella

Em O Segredo de Emma Corrigan, Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público - foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil - e crítica. Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real.
Funcionária Júnior da Panther Corporation, uma empresa de produtos energéticos e esportivos com filiais por toda Grã-Bretanha, Emma vai a Glascow participar da reunião de marketing sobre um novo refrigerante, a Panther Cola. O que parecia uma grande oportunidade profissional se transforma num pesadelo. Como se não bastasse ter derramado a bebida num superior, seu vôo de volta para casa quase cai. Em momentos de tensão as pessoas fazem as coisas mais estranhas. E Emma Corrigan não é exceção. Acreditando estar a um passo de uma morte trágica, ela conta todos os seus pequenos pecados para o passageiro ao lado. Afinal, qual a probabilidade de vê-lo de novo? Ainda mais com vida?
Mas o destino decide brincar com a protagonista: o avião pousa em segurança e o distinto cavalheiro nada mais é que o fundador e presidente da empresa onde trabalha. E além dos segredos pessoais, Emma abriu o verbo sobre todos os colegas da Panther e suas estratégias para enrolar no serviço. Para recuperar o respeito profissional - e voltar às boas com o pessoal do escritório - Emma se mete nas situações mais inusitadas, quase novelísticas. Mas com as quais todas as mulheres acabam se identificando.

Meu comentário: não li muitos chick-lits ao longo da vida, mas admito que gostei desse livro. Sophie Kinsella é uma das divas do mundo dos chick-lits e eu acho que entendo o porquê. Ela realmente cria livros engraçadíssimos, personagens encantadores, apesar de pirados e atrapalhados. Adorei a leitura desse livro. Indico àquelas mocinhas que adoram um bom chick-lit. É uma leitura rápida, fácil, divertida e com uma boa dose de romance. É diversão na certa.

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Eh bien, confidenciarei que gostaria de adicionar muitos outros livros à essa lista, mas eu quero que vocês leiam esse post, então ele tem que ficar de um tamanho razoável. Certo? Espero que tenham se interessado por algum livro da lista. Aliás, vou adorar se vocês me indicarem livros também, viu? Essa troca de informações é o barato da blogosfera.
Um abraço da @ericona.
Hasta!

7 comentários:

Jana disse...

Já li o primeiro e o último e super concordo com tua opinião, Ericona! O 2º e o 3º ainda tenho planos de ler, só não sei quando. =P

Pandora disse...

Adorei a lista!!! #SemMais Qualquer um que ame ler vai se deliciar com essas dicas!!!

Nati disse...

Eu quero ler todos, mas primeiro tenho que eliminar todos os quase 10 ou mais que tenho para ler... Beijos

VaneZa disse...

Desses eu li A Menina que Roubava Livros. Ele é simplesmente fantástico. Eu adoro tudo que tem como pano de fundo a Alemanha nazista.

BeijoZzz

Minne disse...

Ficava indignada porque eu AINDA não tinha lido A Menina Que Roubava Livros, e se tem uma lista de livros que a gente precisa ler antes de morrer, certeza de que esse está nela, falavam TANTO dele que eu tive o prazer de lê-lo esse ano, o melhor era que o livro era muito confortável, digo fisicamente, entende? Enfim. E trata de um tema que muito me atrai, a Alemanha Nazista, além de ser escrito por um cara que eu gosto muito e de ser uma história encantadora, triste a lot, mas encantadora. Com certeza fois pra os meus favoritos. Recomendo sempre. ♥
Dom Casmurro também é um dos meus favoritos e foi um prazer lê-lo, aliás, tenho muita vontade de fazê-lo novamente, acho eu que foi o primeiro clássico que li e por causa dele busquei outros.
Tenho não sei quantos livros de Jane Austen na minha lista, PRECISO comprar um pra chamar de meu, né possível que eu não vá gostar, gente.
Eu não abia que Divã era um livro, mas já fiquei louca pra ler, inclusive, marcando agora mesmo no skoob. Tô de cara agora, de jeito nenhum imaginaria que é da Martha Medeiros. Já quero. ♥
Ahhhhhh, já ia dizer que tô pra ler um da Sophie Kinsella, que se chama "Can You Keep A Secret?" e percebi que é o mesmo, o que me deixou mais louca ainda pra ler, meu amigo o comprou, só que em inglês, disse que dá pra ler direitinho e que é muuuuuuuuito engraçado, vou tentar lê-lo nas férias, adoro chick-lit, principalmente porque me identifico bastante com as personagens e adoro rir lendo.
Adorei o post, Erica, beijo!

Taty disse...

Legal as dicas são bons livros, gostei de Casmurro e quero ler razão e sensibilidade

bjos

Ana Seerig disse...

O único livro que eu desconhecia era o último. E esse tal de chick-lit pra mim só Meg Cabot, duvido que alguém a supere.

Quanto à "A menina que roubava livros", já teve quem disse que eu amaria e quem tem certeza que eu odiaria. Ainda não li. Tenho a impressão de que eu teria uma visão dele como tenho do filme "A vida é bela", não tenho certeza. Preciso esquecer que é um best-seller e lê-lo.

Bom, minha opinião sobre "Razão e sensibilidade" tu já conhece: absurdamente fantástico.

Li pouca coisa de Machado de Assis, não é um autor que me desperte, que me chame. "Dom Casmurro" eu tenho que ler um dia, nem que seja só pra entender "O bom ladrão" do Sabino.

E, por fim, Martha Medeiros. Tenho uma séria implicância com ela, pelas crônicas, acho-a um tanto superficial, sei lá. Não duvido que seus livros sejam bons de serem lidos, mas realmente não está entre as minhas prioridades.

Belo post! (Quando posts literários não são belos?)