Eu sou feminista!


O feminismo é... 


Um movimento que luta pela extinção do sexismo, ou seja, tem como principal meta romper com o pressuposto que um gênero (homem e mulher) é privilegiado em detrimento do outro. Por sua vez, envolve o conceito de que ambos devem ter igualdade de direitos sobre qualquer norma social, política ou filosófica. 

Tais ideologias sexistas são o femismo e o machismo. 

Femismo – mulher que se acha superior ao homem. 

Machismo – homem que se acha superior à mulher. 

E há dois termos que caracterizam a aversão provocada por esse sexismo: 

Misandria – ódio ou desprezo ao sexo masculino. 

Misoginia – repulsa pelo sexo feminino. 


Por isso, não confunda feminismo com femismo! 




Feministas não são mulheres raivosas, anti-homens e lésbicas. Esses são alguns dos pontos pelo qual o feminismo combate: contra a agressão verbal, física e emocional e o direito dela ser quem ela quiser, sem a intervenção do Estado, da Igreja, da escola ou da família. Respeitando as diferenças biológicas de cada indivíduo, aqui cabe falar: é a busca pela expressão da própria identidade sem julgamentos ou opressões. Com os direitos de poder estudar; seguir a profissão que escolher; de trabalhar e receber o mesmo salário que um homem recebe para cumprir com as mesmas obrigações; de administrar seus bens e ser dona do seu próprio corpo sem retaliações (e sem ser tachada de puta ou vadia); de se vestir como bem entender; escolher se desejará ser mãe e quando o quiser; de votar e ser votada etc.. 


Homens feministas... 


E se engana quem pensa que homens não podem ser feministas, porque ele (o feminismo) também tem o ideal de tirar a carga patriarcalista da sociedade, outrora e ainda um tanto quanto, machista de cima de seus ombros. Em que dava, única e exclusivamente, a ele o direito de prover o sustento da família e de ser o considerado “macho alfa” que manda e desmanda em sua mulher. Em suma, nós mulheres passamos a ajudá-los, igualitariamente, nas obrigações de casa e ninguém deve ser tratado como propriedade ou subjugado pelo outro. 


Femên não é feminismo! 


Se toda generalização é burra, tem gente que acredita que toda ideologia também o é. Sim, há seus frutos podres em qualquer lugar. E, por isso, na minha humildade opinião: o Femên não é feminista. Como disse a Jacilene, a elas lhes faltam um pouco de conhecimento de história, sociologia e política. Se isso é neofeminismo, dele eu não participo, porque acredito que existem formas mais revolucionárias de se manifestar ou de levantar a bandeira para a sua causa. 


Marcha das Vadias 


Em contraponto, a Marcha das Vadias nada tem a ver com o feminismo marcado pelo Femên. O nome foi dado à ironia para combater a violência contra a mulher. 

Muitas mulheres foram às ruas usando seus corpos como moldura para pintar frases como “nem puta, nem santa, apenas mulher” ou “resPEITO”, para dar fim ao julgamento do caráter das mulheres pelas vestes que usam ou pela maneira como se comportam sexualmente. E para acabar com a culpabilização, nos casos de estupro, das vítimas.



Por que o feminismo? 


Porque ele quer e vai romper as barreiras de gênero, orientação sexual, idade, etnia, característica física ou de estilo. E nos tornarmos iguais respeitando nossas diferenças.


Indico a leitura:


1. Entendendo o feminismo
2. Chegue mais perto do feminismo
3. Feminismo for dummies - Módulo I
4. Diferença entre machista e misógino
5. O que podemos aprender com a Marcha das Vadias?

8 comentários:

Fran Carneiro disse...

Simplesmente concordo com cada ponto mencionado no seu texto.
Torçamos por um mundo feminista ♥

Pandora disse...

Gente fui citada e nem sabia! Que legal! Adorei o post, muito completo e necessário, nas redes sociais e na vida existe muita confusão de ideias e aqui muitas delas foram esclarecidas!!!

Dama de Cinzas disse...

Adorei a explicação. Muito boa!

Beijocas

Allyne Araújo disse...

Essa explicação foi bem legal, e demostrou com clareza o seu ponto de vista. Adorei Ursa!!! bjãooo

Ana Seerig disse...

Olha, acho bonito toda essa definição de termos e tal, mas de fato os acho desnecessário. Sempre fui contra a definição de tudo, porque cada um é um e, se nos limitarmos a nos definir em duas ou três palavras, é acabar com a personalidade. No caso de situações, cada caso é um caso, então não se pode ter respostas prontas pra tudo.

Enfim, Babs, tu conhece minha opinião. Não sei e nem quero saber qual é o termo pra isso, mas o que eu defendo é: humanidade. Não precisamos lutar pela igualdade, devemos vivê-la. Sempre há algo no nosso dia a dia para mudarmos e, se cada um fizer a sua parte, melhora. Obviamente que tem pessoas que não vão mudar nunca, mas com essas nada adianta, nem protestos, nem nada do gênero.

Enfim, como disse no meu texto, acredito que devemos dia a dia buscar nosso espaço e nosso reconhecimento, independente de ser homem ou mulher. Podem me ver como cabeça fechada ou algo do tipo, mas ainda não me convenceram a rever minha ideia em relação a isso.

Babi Farias disse...

Ana, ainda não tinha lido seu texto, porque como comentei com a Erica, iria ler todos somente no sábado após todas terem postado. Porém o texto da Day e seu comentário aqui me deixaram bem aflita pra falar bem a verdade.

Quando você diz no seu post “realmente não acho que nos dias de hoje haja preconceitos, exceto para os seres toscos...”, no próprio texto da Day ela afirma sobre o machismo e o quanto ele ainda rege o mundo, então não sei como você conseguiu pronunciar isso. Eu e você também temos qualquer tipo de preconceito, seja a algo ou a alguém. Mas há de concordar que nos policiamos para que esse preconceito não se externize e não parta para a discriminação – o que veemente tratei no meu post ao citar o sexismo.

Infelizmente, nomeia-se tudo. Parto do princípio de que: todos recebemos um nome, correto? Ou você não se chamaria nunca Ana, ou apenas “feto” e até o fato de um embrião ser denominado assim não exclui suas características. Assim o é com a nossa personalidade, cada um adquire a sua de acordo com a criação que obteve. E em nossos costumes está ali o moralismo carregado de machismo. Não dá pra ignorar esse fato e ainda existe sim!

O feminismo não é apenas uma denominação barata. Se assim o preferir, o humanismo defende a mesma causa do feminismo: [dicio.com.br] “prega que todas as pessoas têm dignidade e valor, e, portanto, devem fazer jus ao respeito dos outros homens”.

Enquanto a Day colocou todas as feministas num mesmo saco e tratou todas como radicalistas – não, isso não é feminismo!

Termino meu pensamento com o comentário da “Unknown” deixou no seu post: “O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta e uma data símbolo da participação ativa das mulheres nas transformações sociais. E mesmo que pese tudo que já conquistamos na bandeira pela igualdade de gênero, nossas realidades mostram que a mulher ainda é fragilizada, discriminada, abusada e, muitas vezes - infelizmente, morta. Não devemos lembrar o 8 de Março com flores e descontos em cosméticos, mas com perspectiva de luta feminista.”

Vanessa Bittencourt disse...

Adorei o seu post colocando todos os pontos nos "is"! Vou indicar pra muita gente. Só não sei se concordo no que disse sobre o Femen. Preciso pensar mais sobre. Acho que há muitos problemas no movimento, mas também acho que era uma ideia que poderia dar certo. Se hoje ela está sendo conduzida para um caminho perigoso, aí realmente é uma questão gravíssima e precisamos observar as cenas dos próximos capítulos.

Dayane Pereira disse...

Eu entendi certinho tudo que vc escreveu. Concordo com tudo, porém na teoria, pois quando estes conceitos são colocados em prática, eles acabam por perde o sentido, são feitos de modo errado.
Bem, além desse texto que eu citei aqui no Gurias, e que particularmente depois enxerguei o radicalismo dele, e isso não é bom, escrevi um outro no meu blog pessoal, traçando um paralelo do feminismo com a publicidade atual.
E um dos pontos que cito é o fato de feminista verem machismo onde não tem, como exemplo eu cito o fato de denunciarem uma propaganda que cita a TPM, sendo que elas mesmas brincam com o fato de terem TPM. Ou seja, é contraditório, hipócrita e desnecessário. Parece que depois que vc se aceita feminista, você liga um radar que apita toda vez que algo, mínimo, com características femininas é citado.
Não são todas Babs, mas algumas dedicam a vida a procurar cabelo em ovo. Machismo existe sim e deve ser exterminado sim, porém as feministas não estão lutando contra os verdadeiros opressores da mulher e sim contra situações pontuais e isso não ajuda em nada.