Os Incríveis

Não, não vou falar aqui do filme, nem atrás da banda atrás da qual se escondiam Os Impossíveis (um parênteses pra dizer que tenho saudade do Multi-Homem, do Homem-Fluído e do Homem-Mola), mas sim da banda jovenguardiana que antes de ser incrível atendia pelo nome de The Cleavers.
Lançando seu primeiro 78 rpm em agosto de 1963, então como The Cleavers, a banda mudou de nome em 1965 após uma briga com o empresário que se dizia criador do nome e achava-se no direito de proibir seu uso. Pessoalmente, sou muito mais de Os Incríveis, um nome português é muito mais legal.
Tenho pra mim que Os Incríveis é uma das melhores bandas que esse país já teve. Dos poucos a arriscar música instrumental na época, eles também trouxeram versões de músicas muito consagradas e até hoje regravadas. Me refiro à "C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones", de Gianni Morandi, traduzida como "Era um garoto que como eu amava os Beatles e Rolling Stones" e que foi já regravada tantas vezes, sendo a mais conhecida versão a do Engenheiros do Hawaii talvez; e à "Giramondo", de Nicola de Bari, para Os Incríveis "O vagabundo", também regravada mil vezes e também sendo Engenheiros autor de uma das versões mais conhecidas, mas já falei dela especialmente lá no meu blog.
Sucesso dos anos 60, Os Incríveis foram responsáveis por hinos da década seguinte e até hoje conhecidos. Falo de: "Pra frente Brasil", "Eu te amo, meu Brasil" e "Marcas do que se foi". Pró-ditadura ou não, o fato é que essas músicas setentistas d'Os Incríveis são sempre cantaroladas por aí e, se tu não conhece, meu amigo, estamos com um problema sério. Ou seja, sabendo ou não, todo mundo conhece Os Incríveis.
Desculpem pelo excesso de links - dou uma bala pra quem ver todos -, mas agora o post se torna mais "real". Vamos começar a pôr em prática o real objetivo desse post: divulgar a baita banda que foi Os Incríveis, amada pelos japoneses e hoje praticamente esquecida. Pra evitar que eu me empolgue e faça fugir todas as pessoas que persistiram até agora nesse post absurdo, vou me limitar a cinco músicas, fiquem tranquilos. Vamos à elas:

O homem do braço de ouro (1967) [Minha música de formatura, acabando com todas as apostas no Hino do Grêmio e em Creedence]


O milionário (1967)


Kokorono-Niji (1968) [Viu, eles amam o Japão como o Japão ama eles. Ou amava]


Vendedor de bananas (1969) [Desculpa, eu não resisti... Dei até pros meus alunos essa.]


Que coisa linda (1969) [Devo concordar com meu pai, essa é uma bela música...]


Putz, tô me corroendo por não colocar a belíssima instrumental "Czardas" e mesmo a música proibida para suicidas em potencial, "Pra onde é que eu vou". Aliás, escolher só cinco d'Os Incríveis é sacrifício, adoro esses caras.
Dedicando o post à minha cara colega de blog Dayane Pereira (que não conhecia a banda e foi devidamente castigada com mil mentions musicais no twitter dela), termino esse post dando o link da discografia da banda, com a lembrança de que estou sempre disponível pra ganhar qualquer coisa desses caras, seja CD, LP ou uma foto de mil anos atrás.


Ah, espera. Só mais um linkzinho. Um dos membros d'Os Incríveis, o Maneto, faz parte agora do Ultraje a Rigor e é possível vê-lo no acústico da banda.

Ok, agora acabou! Até semana que vem, com o vídeo e o resultado do sorteio de "Canibais" (ah, esse link foi inevitável, juro que não é compulsão).

3 comentários:

Christian V. Louis disse...

A Jovem Guarda realmente não é um estilo de música nacional que tenha conseguido me atrair #porfavornãomemate, aliás, eu sempre os achei meio que pré-produzidos para alienar a juventude na época de cantores mais críticos em relação a ditadura. Sou meio teoria da conspiração. É.
E parece que funcionou. Todos os senhores jovemguardistas que conheço parece terem vivido em outro planeta nesta época e os demais que curtiram a MPB, possuem uma visão política forte e até mesmo tem histórias para contar de arrepiar desta época.
Parece que os jovemguardistas alienaram-se de algum modo de tudo isto, sem generalizaçẽos, claro.
No entanto, esta sua paixão pelos Incríveis me fez rever alguns conceitos.
Não sou muito o tipo de pessoa que vai pelo ritmo da música e sim, pelo seu conteúdo e há realmente um material de qualidade aí e que penso que valha a pena ser mostrado a nossa geração movida a Cine e Restart.
Muito bom post Ana, eu imaginei uma montanha de links, até que não tiveram muitos, continuo em estado normal para lhe cobrar as balas.

Dayane Pereira disse...

Concordo com o Christian quando disse: A Jovem Guarda realmente não é um estilo de música nacional que tenha conseguido me atrair.
Mas fato é que quem curte música não dápra passar desabercebido diante de uma ótima banda, música bem tocada.
Eu como já te disse, conheci as música por outras bandas, mas já havia escutado Os Incríveis e tenho algumas músicas na versão deles que baixei.
Vou ficar atenta hein, se ver alguma coisa D'Os incríveis dando sopa em algum sebo, mandarei pra vc!!!

Allyne Araújo disse...

Isso só lembra a história do cd que te contei na segunda carta q te mandei.. Eles sao demais! bjoo