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"Tenho em mim todos os sonhos do mundo..."



Como vocês sabem, semana passada eu participei da etapa norte/nordeste do Circuito Loterias CAIXA. Hoje eu esperava relatar acontecimentos alegres, notícias pra lá de boas, mas não é isso que ocorrerá nas próximas linhas. Não nadei bem as minhas melhores provas, os 100m livre e 50m livre, tanto que piorei em segundos nos 100m livre e em décimos os 50m livre. Melhorei um pouco a minha marca nos 100m costas, mas saí da prova muito triste, porque eu tinha a consciência de que, se o cansaço não tivesse me pegado do jeito que pegou, eu teria nadado muito melhor. Eu estava nadando melhor nos treinos, ou seja, pela lógica, era pra eu melhorar ainda mais na competição, não piorar. Melhorei a marca dos 100m peito, mas, também devido ao cansaço, não nadei tudo o que estava nadando no treino.
Não sei de onde veio todo aquele cansaço, eu realmente não entendo. Sei apenas que senti muito em todas as provas, o corpo estava pesado, as braçadas não saíam da maneira que deveriam sair, as pernas não batiam durante toda a prova. Depois da primeira prova, os 100m livre, onde eu tinha quase certeza que conseguiria bater o índice mínimo que me classificaria pras etapas nacionais, fico sabendo que aumentei dois segundos em relação ao meu tempo do ano anterior, me afastando ainda mais do índice. Chorei muito. Muito mesmo. Entrei na piscina de soltura chorando, mas tinha que me controlar pra nadar os 100m costas. Depois de chorar e chorar, consegui me acalmar pra nadar os 100m costas. Aquela esperança boa tomou conta do meu coração, aquela fé voltou a invadir o meu ser e eu acreditei piamente que o índice viria nos 100m costas. Mas não veio. Diminuí a minha marca em relação ao ano anterior, mas fiquei dois segundos acima do índice. Não foi o suficiente. E eu sei que eu poderia ter nadado bem abaixo, mas bem abaixo mesmo. Mas, uma vez mais, o cansaço se fez presente, me arrancando o índice. Tudo isso se deu no sábado pela manhã.
À tarde, eu teria os 50m livre, a minha melhor prova, na qual eu tinha a maior chance de índice. Não ter conseguido índice nas duas provas da manhã de sábado me abalaram, não vou negar, mas na hora dos 50m livre eu já estava calma, focada, com fé de conseguir índice na minha melhor prova. Mas também não veio. Aumentei alguns décimos em relação ao ano passado (e quase um segundo ao tempo que fiz no treino), foi então que me senti derrotada, chorei copiosamente, pensei em abandonar as piscinas, em desistir de tudo. Chorei no SESI/RN, chorei durante o percurso de volta para o hotel, chorei no quarto de hotel. Chorei. Acho que eu nunca chorei tanto num período tão curto. No domingo eu só tinha os 100m peito, a minha pior prova, mas que eu ainda tinha uma chancezinha de índice. Nadei bem melhor que no ano passado, mas mesmo assim nem nadei a metade do que eu estava nadando nos treinos. Depois da prova de peito, chorei de novo. E quanto mais eu lembrava das provas do sábado e a do domingo, mais eu chorava e menos entendia o porquê de eu ter me saído tão mal nelas. Eu tinha treinado tanto, todos os dias, alguns dias duas vezes por dia. Eu me dediquei tanto à natação nos últimos meses. E por quê isso? Eu simplesmente não conseguia entender. Pensei: "ah, eu não tenho o dom pra isso. São tantos anos tentando estar entre as melhores do país e eu sempre fracassando...".
E são nessas horas que os fracassos vêm todos de uma vez à mente. Lembrei do ENEM, do tanto que eu estudei, das muitas horas no cursinho, do tanto que eu tinha me dedicado. Até tinha parado de nadar e de malhar na época do cursinho, tudo pra entrar no curso de Biblioteconomia da UFAL. Pronto, foi aí que eu questionei a vida a razão de tantas quedas. Porque, caramba, a gente faz tudo certo, se dedica e o resultado que vem é negativo? Qual é a lógica disso?
Então foi aí que eu parei, enxuguei as lágrimas, analisei todo o meu comportamento como atleta e vi que não vivia como uma atleta de verdade. Ser atleta não é só ir aos treinos (e, no meu caso, atrasada). Para conquistar algo, é preciso se ter disciplina. Um atleta sem disciplina não consegue ir muito longe. Tudo bem, eu me dediquei nos últimos meses, mas foi na fase final do treinamento. E antes? Como eu me comportava? E as noites que passava em claro, na internet, me desgastando quando eu deveria estar recarregando as energias pra treinar no dia seguinte? E a dieta que preciso fazer pra perder uns quilinhos consideráveis? E a academia, tão essencial a um atleta, que eu preciso voltar a ir? São essas coisas que, quando somadas, fazem uma diferença enorme.
Confesso que ainda estou extremamente triste e, na verdade, tenho evitado pensar no regional. Porque pensar nele não vai resolver nada, não vou ter a chance de nadar as quatro provas novamente. Os erros técnicos, claro, precisam ser lembrados para que, numa próxima, não se repitam. Mas eu realmente estou evitado pensar no motivo de as coisas terem dado tão errado pra mim no último fim de semana. Eu esperava resultados bem diferentes, mas bem diferentes mesmo. Resultados expressivos, extremamente positivos. Eu esperava fazer as minhas melhores marcas. Porém, a vida gosta de pregar peças em mim, por mais que eu a comunique que tais peças não me agradam.
Algo que eu desconfio que a vida não sabe é que, da mesma forma que ela sabe ser irônica, eu sei ser ferro. Tenho os meus momentos de desespero e de descrença, mas eu sempre volto a acreditar em mim e em meus sonhos. Eu sou insistente. Não sei se a minha insistência é burra, mas eu sou do tipo de pessoa que nunca se dá por satisfeita. Posso passar anos e anos tentando alcançar uma meta, mas algo em mim grita para que eu não desista, para que eu continue firme, lutando bravamente, pois chegará o dia em que eu vou alcançar e vou olhar pra todo o percurso que fiz com o peito explodindo de orgulho e o corpo vibrando de alegria. E é assim que seguirei, com o coração cheio de fé, o corpo repleto de força, a mente cheia de sonhos. Eu sou assim.
Quero fazer um agradecimento especial aos meus pais e ao meu irmão, que sempre me apoiaram em todos os meus projetos, que se alegram com as minhas vitórias e choram junto comigo nas derrotas. Quero agradecer aos amigos, em especial ao Ismael Gomes e a Paula Frassinetti, que estavam ao meu lado, chorando comigo e me apoiando, repetindo que eu era ferro e que eu não poderia desistir da natação, muito menos de mim. Mas, principalmente, quero agradecer ao meu técnico Diego Calado, que sempre acreditou em mim, que repete incansavelmente que chegará o dia em que eu conseguirei estar entre as melhores do país, que alcançarei, sim, as minhas metas. É ele que me diz sempre: "Você pode, você consegue!". Foi ele que me disse algo que jamais esquecerei. No domingo, voltando pra Maceió, disse a ele que talvez eu não tivesse o dom de nadar. Ele disse que essas coisas não se tratam de dom, ou não apenas de dom. Tratam-se de querer. Querer e fazer, trabalhar arduamente para conseguir os objetivos. E ele tem razão.
Obrigada por tudo, Diego. Peço desculpas por não ter conseguido honrar os treinos que a gente teve. Como disse no domingo passado, você merece um atleta que vá lá na competição e honre os treinamentos que teve.
Mas olha, não sei bem o que houve de errado, mas estou totalmente disposta a corrigir, a melhorar, a honrar esse amor todo que sinto pela natação.
Uma coisa que tenho repetido pra mim mesma: Menos falação e mais ação, Erica. Agora tem que ser natação!
Diego, já disse, mas não me canso de repetir: você é o melhor. O que seria da equipe de natação da ADEFAL sem você? Nada. Mas nada mesmo!
Thank you, coach!


*

Um abraço da @ericona.
Hasta!

♫ Vou dar braçadas, remar todos os mares do mundo ♫

Quinta-feira. 26/04. 12:50, hora em que começo a escrever esse post. Minha cama está uma verdadeira bagunça, nela se encontra praticamente tudo o que levarei para viagem de Natal/RN. Desconfio que a maioria que me conhece sabe qual é o objetivo dessa viagem: participar do Circuito Loterias CAIXA Brasil Paralímpico, etapa Norte/Nordeste.
Foram vários meses de treino, de muita dedicação e de muitas voltas na piscina da ADEFAL. Houve momentos de louca ansiedade nos últimos dias, mas hoje posso dizer que estou mais calma, mais confiante, com o coração e a mente em quase perfeita harmonia. Preciso continuar assim, mais que centrada, com o coração leve e corpo forte, com todo gás possível. Descarregarei toda energia nas prova dos 100m livre, 100m costas, 50m livre, 400m livre e 100m peito. Estou confiante de que esse ano vou obter os tão desejados índices mínimos que classificam para as etapas nacionais. Irei saltar naquela piscina do SESI/RN para fazer os meus melhores tempos em todas as provas. Se esses melhores tempos vierem com medalhas, será muito legal; mas, se vierem com medalhas e índices, será uma alegria indizível, algo realmente maravilhoso. Quero estar entre as melhores do Brasil. E estarei!
Alguns podem me perguntar porquê treino tão incessantemente com a meta de conseguir um índice e/ou uma medalha. Não sei explicar ao certo, de verdade. Dizer que eu amo a natação explica? Dizer que eu me sinto livre e plena dentro da piscina explica? Dizer que eu fico imensamente feliz em me superar a cada dia e deixar uma velha Erica pelo caminho explica? Isso é amor. Amor pela natação. Isso é desejo. Desejo de me superar a cada dia. Isso é ter sonhos, metas e planos. Tentar entender é em vão. Penso, entretanto, que cada um deve encontrar uma atividade que lhe dê motivos para acordar com o coração cheio de fé e os músculos repletos de força de vontade para realizá-la.
Sonhe. Planeje. Trabalhe. Vença.
Sábado, dia 28 e domingo, dia 29, são os meus dias de vencer sobretudo a mim mesma. Uma nova Erica voltará para Maceió na segunda-feira, dia 30. Algo me faz ter certeza disso.

*

Bom sábado à todos.
E torçam bastante por mim!
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

Minha maior paixão é ela


Quando foi mesmo que eu conheci a natação? Digo, conhecer "cara-a-cara". Humm, deixe-me ver se recordo...

Ah, lembrei! Foi em 2003, não é? Sim, foi! Tão linda estava a piscina, águas azuis que me convidaram a invadi-la. Sem falar naquele perfume irresistível de cloro! Perfume esse que não sai mais da minha pele.

Desde então, os meus encontros com a natação são diários e o nosso envolvimento é cada vez maior.

A natação é a paixão mais duradoura que já tive, e sei que a considerarei assim até o meu último suspiro. Paixão essa que se pode chamar de amor. Amor que transforma, que cura, que liberta.

Personifiquei a natação, agora a vejo como uma amiga, que me acalenta a cada volta na piscina. Conversamos através de braçadas, brigamos através de pernadas e nos reconciliamos através da volta à calma.

Quando quase tudo não faz mais sentido, a natação me vem à mente. A única coisa que vale a pena, sempre. O meu refúgio secreto, onde eu permaneço até que as coisas voltem aos seus devidos lugares.

A natação é a minha bandeira, a minha forma de revolução. É através dela que o mundo saberá quem eu sou.

O laço que tenho com a natação é indestrutível. Por ela, acordo cedo para ir a mais um treino, na ânsia de obter resultados cada vez melhores em competições. Por ela, abdico de certas boemias, pois, se comparada a ela, qualquer coisa se torna insignificante na minha vida.

Nadar me faz um bem indizível. Posso estar com a cabeça fervilhando, o coração em frangalhos, mas quando começo a nadar, todos os problemas parecem tão pequenos e sem qualquer importância.

E é por todas essas razões que eu digo, com o maior orgulho que há em mim: sou nadadora. Sou atleta paralímpica. Sou movida a água com cloro. Uso maiô, touca e óculos. Salto para um futuro dourado. Sonho com a consagração na natação paralímpica. E sei que um dia realizarei todos os meus sonhos aquáticos. Pois o que me move é o amor pelo melhor esporte do mundo. O que me move é ela, a natação. Ela, sim, é a minha maior paixão.

Erica Ferro

* * *

Hello, pessoas! Acho que a maioria que lê o meu blog pessoal e me tem no Facebook já conhece esse texto, pois ele foi postado há um tempo no Sacudindo Palavras e recentemente foi publicado no Espaço livre, blog da instituição da qual faço parte, a ADEFAL. Postei Minha maior paixão é ela aqui hoje por dois motivos: não consegui pensar em nada para postar aqui, já que a minha mente só pensa em natação nos últimos tempos. Estou focada na competição regional que tenho daqui a 14 dias. Cheguei à fase do polimento, fase para lapidar o que foi treinado até aqui, então é natural que esteja ansiosa com a proximidade da competição, nervosa e, caraaaamba!, só pensando em nadar, em melhorar os tempos e tudo o mais. A tensão está grande, mas eu sei que de nada adianta ficar assim, nervosa, porque, no fim, isso só atrapalha. O segundo motivo pelo qual postei esse texto foi pra vocês conhecerem (pra quem não conhecia) esse meu amor pela natação, essa paixão que muitos dizem ser inspiradora. Postei porque a paixão pela natação está a cada dia maior e mais forte e a sede de evoluir nas piscinas, cada vez mais insaciável. E está próxima a hora de brilhar. O regional Norte/Nordeste está chegando!

Elas respondem: F1 e futebol

Que homem nunca se deparou com uma mulher que soubesse ou gostasse mais de futebol ou F1 que ele mesmo? Já não é mais surpresa para ninguém notar que o número de torcedoras e fãs da ala feminina só vem aumentando. E a tendência é que seja cada vez mais comum que mulheres e homens debatam igualmente sobre esses assuntos ditos como “papo de homem”.

Meu post-entrevista não é feminista como muitos poderão julgar e, sim, tem o intuito de abordar como as meninas se tornaram aficionadas por essas modalidades; como se comportam diante dos preconceitos e veem as oportunidades que surgem para mulheres nesses esportes.

Quem responde sobre F1 é Vanessa Bittencourt, de 23 anos e blogueira do Caixinha de Opiniões. E sobre futebol é a parceira de G.A., Ana Seerig, de 19 anos e blogueira também no Alguma coisa a mais pra ti ler... Mas antes acompanhem uma perguntinha geral.

1. Sabemos que os dois esportes, F1 e futebol, eram exclusivamente masculinos. Como os homens a encara quando começa a opinar sobre os mesmos? Já passou por alguma situação em que seus conhecimentos sobre o assunto foi colocado em desafio?

V.B.: Os homens geralmente ficam assustados com meu interesse em F1 e também futebol. E sempre rola a piadinha: “ah, mulher só gosta desses esportes por causa dos jogadores/pilotos bonitinhos”. No caso de F1, que obviamente no Brasil não é um esporte tão popular quanto futebol, a resistência às mulheres torcedoras é bem pior. Acho que sou testada toda vez que entro em alguma discussão nos fóruns, mas meu interesse pela história do esporte e minha atenção com relação às notícias bem recentes acabam me favorecendo.

A.S.: Apesar de ter sido uma das influências pra que eu gostasse de futebol, meu pai, no começo, não gostava muito disso. Ele jurava que eu ia acabar me casando com um jogador de futebol de esquina por puro fanatismo. Ou temia que eu fosse lésbica, sei lá. Mas com o passar do tempo ele aceitou. Até admite que eu sei mais que ele sobre o assunto, até porquê eu acompanho mais. Quanto a falar sobre futebol, nunca tive problema nenhum, como escutar um "mulher não entende de futebol", aliás, pelo contrário, eu digo que não entendo ou que jogava mal na escola e meus amigos dizem que eu entendo sim ou que eu jogava bem. Optei por não falar em futebol há um tempo atrás. Não por não crer que não entendo ou pela visão dos homens, mas sim porque é um assunto que alguns não sabem debater sem levar a coisa ao extremo. Converso sobre só com quem eu sei que é tranquilo ou durante os jogos mesmo, no mais, eu evito. Mas acho que vale falar da questão cultural aqui do sul, onde homens e mulheres se interessam por futebol e é comum ver mulheres em estádios ou andando com camisetas de time.


F1 – Vanessa
2. Como surgiu o seu interesse por F1?

Gosto de F1 desde que tinha uns 4 anos. Lembro de assistir as corridas do Senna sentada na poltrona ao lado do meu avô. Foi um interesse que passou de geração em geração.

3. Na hora de escolher para quem torcer, o que conta é o desempenho do piloto nas temporadas ou você é verdadeiramente fã de algum específico, independente dos resultados?

Eu gosto de muitos pilotos, dos que estão em equipe de ponta aos que estão no meio e fim do grid. Claro que é bom ver o seu piloto vencendo, mas não viro as costas para os que estão numa fase ruim ou para os que ainda tentam provar alguma coisa. Hoje torço para pilotos como Felipe Massa e Kimi Räikkönen, mas também para pilotos que estão em situação precária, ou seja, em equipes que estão mais para tartarugas, como Heikki Kovalainen e o meu preferido, Timo Glock. Fã que é fã não é aquele que se acomoda torcendo sempre pra quem está na frente.

4. Na Fórmula Truck temos Débora Rodrigues e outras quatro mulheres na Fórmula Indy como pilotas. Para você, como é encarar Maria de Villota como pilota teste na equipe da Marussia nessa temporada de 2012? Já passou da hora de mulheres começarem a participar competitivamente da F1?

Vou sentir muito orgulho quando uma mulher puder voltar a disputar uma corrida de F1. Há 20 anos não se vê isso. Não sei se a Maria de Villota vai ter mesmo chances de participar de pelo menos um treino livre na F1 e não se pode desconsiderar também o fato da Marussia ser uma equipe que enfrenta muitas dificuldades. Mas só o fato da Maria estar ali já tem um significado muito importante.


Futebol - Ana
2.
Qual o seu time de coração e por que você torce para esse time?

Grêmio. E Juventude. Por quê? Pelo natural: família. Cresci com meu pai e meu vizinho (meu avô de coração) falando em Grêmio. Ai de um Seerig dizer que não era gremista! (Antes era meu pai que se estressaria com isso, hoje sou eu.) Também falavam os dois em Juventude. A justificativa do meu pai pra torcer pro Ju e não pro Caxias, o outro time da cidade, é o seguinte: não se torce pra time de vermelho (o Caxias é Grená - e vai ficar conhecido agora que tem um ator da Globo treinando pra um papel de uma novela da Globo no Caxias). Verdade ou não, o fato é que sou gremista e juventudista por uma questão puramente familiar, apesar de outras desculpas que eu possa dar por aí.

3. É evidente que falta incentivo para o futebol feminino. Você acha que a falta de investimento ocorre devido ao preconceito tanto de patrocinadores como pela falta de interesse do público?

Acho que, no geral, é falta de interesse. Isso não é só uma questão do Brasil, mas mundial. A força da torcida está no futebol masculino, tal como o interessados por moda se apegam mais as modelos mulheres do que aos homens. É algo puramente cultural, não creio que há preconceito. Deve-se levar em conta a questão histórica. O futebol feminino é muito recente, tá procurando espaço, tal como o futebol quando foi criado buscou. Levou-se décadas pra que o futebol fosse aceito como esporte, e a prática feminina também vai ter que lutar pra conseguir seu reconhecimento.

4. Programas como “Belas na Rede” transmitido na Redetv, todos os domingos, para você é um programa que tende a tentar atrair as mulheres para o assunto ou é mais uma jogada de marketing para atrair o público masculino?

Primeiro de tudo, não assisto esses programas, então não posso dizercom segurança. De modo geral, acho que futebol, como tantos outros assuntos, quando têm espaços exclusivamente feminino não é por ser um modo de reconhecimento à opinião feminina. Defendo a naturalidade. Há mulheres por aí em programas esportivos, os quais, admitamos, são mais da metade sobre futebol. Elas estão lá não por serem mulheres, mas por se mostrarem capazes, e isso me é muito mais válido do que um programa futebolístico feito por ou direcionado a mulheres.

Participem e opinem também, galera! Muito obrigada às meninas por participarem dessa mini-pauta. Abraços.